Uma Bela e interessante reflexão!
Abraços Fraternos!
margareth
Zé era um espiritualista do século XXI, que além de espiritualista era muito engajado em política e suas extensões como; corrupção, meio ambiente, defesa dos animais, dando seus pitacos, assinando petições, participando de protestos, tudo isto na frente da tela do seu computador, na doce zona de conforto do seu próprio lar.
Zé se considerava um homem bastante inteligente, capaz de conversar sobre muitos assuntos diferentes, além da espiritualidade, meditação, arte, a já mencionada política, história, literatura, etc...
Sempre presente em sua personalidade o orgulho por ser alguém diferenciado, e para dar alto relevo a esta sua perspicácia, costumava realizar críticas constantes àqueles que curtiam televisão e programas como reality shows, novelas, futebol ou que apreciavam aquilo que ele denominava como ruídos sonoros, como funk, sertanejo universitário, além de criticar veentemente aqueles que para ele eram verdadeiros analfabetos políticos, despreocupados de questões fundamentais para a sociedade, para o seu país.
Sempre presente em sua personalidade o orgulho por ser alguém diferenciado, e para dar alto relevo a esta sua perspicácia, costumava realizar críticas constantes àqueles que curtiam televisão e programas como reality shows, novelas, futebol ou que apreciavam aquilo que ele denominava como ruídos sonoros, como funk, sertanejo universitário, além de criticar veentemente aqueles que para ele eram verdadeiros analfabetos políticos, despreocupados de questões fundamentais para a sociedade, para o seu país.
Mas sua especialidade mesmo era a espiritualidade, leitor de muitos livros, conhecedor de muitas tradições, sabia explicar tudo tim tim por tim tim.
Zé simplesmente havia se agarrado a algumas ideias e esteriótipos, admirava muitos mestres mortos (afinal, que ameaça pode representar um mestre morto para a hábil extrutura da mente egóica?), criticava todos aqueles que ao ser ver não se enquadravam dentro dos seus rígidos parâmetros para qualificar um sujeito como iluminado ou não.
Zé simplesmente havia se agarrado a algumas ideias e esteriótipos, admirava muitos mestres mortos (afinal, que ameaça pode representar um mestre morto para a hábil extrutura da mente egóica?), criticava todos aqueles que ao ser ver não se enquadravam dentro dos seus rígidos parâmetros para qualificar um sujeito como iluminado ou não.
E Zé era incapaz de levar a fundo uma verdadeira auto-investigação, mesmo entre os mestres mortos não poderia permanecer somente com um mestre (o que já é muito), quem dirá com um mestre vivo, para poder ali cavar fundo e chegar ao lugar de onde nunca saiu, para amadurecer verdadeiramente diante daquele Guru.
Sempre preocupado com a ideia do Guru verdadeiro, nunca percebe claramente que o fundamental é o surgimento do verdadeiro discípulo, que com certeza não é este promíscuo, que vive em busca da confirmação de suas ideias e crenças, bebendo de muitas fontes e nunca saciando a sua sede, e nunca compreendendo o significado de palavras como entrega e confiança. O verdadeiro discípulo é aquele que redescobre a inocência, e cuja busca nasce da pureza do seu coração e não da ambição da sua mente.
Sempre preocupado com a ideia do Guru verdadeiro, nunca percebe claramente que o fundamental é o surgimento do verdadeiro discípulo, que com certeza não é este promíscuo, que vive em busca da confirmação de suas ideias e crenças, bebendo de muitas fontes e nunca saciando a sua sede, e nunca compreendendo o significado de palavras como entrega e confiança. O verdadeiro discípulo é aquele que redescobre a inocência, e cuja busca nasce da pureza do seu coração e não da ambição da sua mente.
Zé era como todo e qualquer outro ser humano a sua volta, no fundo não tinha nada de especial, mas acreditava ter. Como todos possuiam suas contradições internas, suas mágoas, ressentimenos, suas alterações de humor, sofrendo os percauços da existência, suas percas, vivenciando suas crises, como qualquer outro que nunca nada leu sobre espiritualidade, mostrando que de fato, ler sobre busca espiritual é inútil.
Zé de fato, não tinha nenhum contato com o real, com o sagrado, não conhecia o silêncio. Por isto não percebia que o sagrado não reconhece territórios, nacionalidade, grau de intrução, e que desta forma, sua graça poderia manifestar-se para qualquer um, bastando apenas uma misteriosa ação de sua parte.
O sagrado não está nunca preocupado com política, filosofia, ciência, não percebe nenhuma natureza sendo destruída, corrompida, alterada, não reconhece discussões e contendas entre àqueles que acreditam saber alguma coisa, e que procuram provar uns aos outros a sua verdade, desconhece toda esta estupidez, esta pseudo-inteligência de muitos e muitos zés, como não reconhece nenhum trecho desta baboseira toda que estou a escrever aqui.
O Zé é de fato apenas uma ideia cristalizada, um ego-espiritual, o Zé de fato não existe... É apenas uma espécie de bolor na superfície, quando de fato, o que está presente por de trás deste sonho, é a existência, a sagrada existência presente, intacta, virgem e imaculada, apenas sendo aquilo que é.
Diminua e desapareça Zé!
Acorda Zé alguém, você não é ninguém!
Acorda Zé!
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